Quarta-feira, Maio 30, 2007
30 de Maio - GREVE GERAL
Não serei o poeta de um mundo caduco.Mãos dadas - Carlos Drummond de Andrade
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Desenhos da Prisão - Álvaro CunhalA Luta é o caminho!
Etiquetas: Desenho, Luta, Poesia
Terça-feira, Maio 22, 2007
Silêncio
Possuem as Sereias arma ainda mais fatal que seu canto: o silêncio..
É concebível que alguém possa ter escapado às suas canções;
mas de seu silêncio, decerto jamais.
in Parábolas - Franz Kafka
Etiquetas: Amor, Literatura
Quinta-feira, Maio 17, 2007
Yes, i am
I'm wiser than the Athenians, who don't understand the situation, yet I'm braver than those Athenians, who understand the situation, but don't oppose.Solon (wikipedia)
Sexta-feira, Maio 04, 2007
Fé monetária...
Entrez dans la bourse de Londres, cette place plus respectable que bien des cours, vous y voyez rassemblés les députés de toutes les nations pour l’utilité des hommes. Là le juif, le mahométan, et le chrétien, traitent l’un avec l’autre comme s’ils étaient de la même religion, et ne donnent le nom d’infidèles qu’à ceux qui font banqueroutein Lettres Philosophiques (Lettre VI - Sur les presbytériens) - Voltaire
Etiquetas: Filosofia, Literatura
Quarta-feira, Maio 02, 2007
1º de Maio
O post tem um atraso de um dia, porque o 1º de Maio, bem como a Luta dos trabalhadores, se faz na rua!
De pé, ó vítimas da fome!A Internacional Socialista - Pierre Degeyter e Eugéne Pottier
De pé, famélicos da terra!
Da ideia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, oh produtores!
[Refrão] (bis)
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional.
Messias, Deus, chefes supremos,
Nada esperemos de nenhum!
Sejamos nós quem conquistemos
A Terra-Mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair deste antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que a nós diz respeito!
[Refrão] (bis)
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional.
Crime de rico a lei o cobre,
O Estado esmaga o oprimido.
Não há direitos para o pobre,
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos!
Somos iguais todos os seres.
Não mais deveres sem direitos,
Não mais direitos sem deveres!
[Refrão] (bis)
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional.
Abomináveis na grandeza,
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha!
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu.
Querendo que ela o restitua,
O povo só quer o que é seu!
[Refrão] (bis)
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional.
Fomos de fumo embriagados,
Paz entre nós, guerra aos senhores!
Façamos greve de soldados!
Somos irmãos, trabalhadores!
Se a raça vil, cheia de galas,
Nos quer à força canibais,
Logo verá que as nossas balas
São para os nossos generais!
[Refrão] (bis)
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional.
Somos o povo dos ativos
Trabalhador forte e fecundo.
Pertence a Terra aos produtivos;
Ó parasitas, deixai o mundo!
Ó parasita que te nutres
Do nosso sangue a gotejar,
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar!
[Refrão] (bis)
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional!