Acordo. Um telefonema. E depois outro e outro, ao ritmo da sua vida. Barbeio-me,
ducho-me enquanto ela continua nos seus telefonemas, a gerir a sua teia, filhos, amigos,
obrigações mínimas e múltiplas e depois regresso, nu, dentro da minha amaya. O nervo
matinal animado pala água tépida. É ela agora quem vai à casa de banho: canta, despede-
se do seu período e depois atira-se para dentro de mim. Faz frio, a casa nunca mais
acaba, o ar condicionado falha. Um abraço vigoroso, o calor desigual, a respiração nos
pescoços vai aquecer-nos. Cresço, mas não muito e é então que ela me toca, dedos finos e
me vira as costas sem deixar a glande.
— O que fazes?
— Toco-te, roço-te.
— Mas tu nunca
— Nunca muita coisa mas hoje apetece-me, queres?
— Tudo, de todas as maneiras.
em «Livro do Desejo» - Casimiro de Brito
terça-feira, março 16, 2010
— Nunca muita coisa mas hoje apetece-me, queres?
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4 comentários:
ahahahaha
está mesmo 'bestial' !!!
AP
O mar do sexo onde nado é-me tudo. Ah mas só mergulho quando as ondas me parecem enigmáticas.
E não tenho medo, nem das marés mais bravas e loucas.
O mar do sexo onde nado é-me tudo. Ah mas só mergulho quando as ondas me parecem enigmáticas.
E não tenho medo, nem das marés mais bravas e loucas.
(livro do desejo)
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