Sexta-feira, Setembro 28, 2007
Until i die...
I'm gonna live till I die! I'm gonna laugh 'stead of cry,
I'm gonna take the town and turn it upside down,
I'm gonna live, live, live until I die.
They're gonna say "What a guy!" I'm gonna play for the sky.
Ain't gonna miss a thing, I'm gonna have my fling,
I'm gonna live, live, live until I die.
The blues I lay low, I'll make them stay low,
They'll never trail over my head.
I'll be a devil, till I'm an angel, but until then.
Hallelujah, gonna dance, gonna fly, I'll take a chance riding high,
Before my number's up, I'm gonna fill my cup,
I'm gonna live, live, live, until I die!
I'm Gonna Live Till I Die - Frank Sinatra
Quarta-feira, Setembro 26, 2007
Agir franca e abertamente...
A situação mais simpática é aquela em que as pessoas não se envergonham umas das outras, mas agem franca e abertamente. E para que enganar-se? É a mais vã e imprudente das ocupações.
in O Jogador, Fyodor Dostoievsky
La mémoire (1948) - René MagritteEtiquetas: Amizade, Amor, Literatura, Mulheres, Pintura
Terça-feira, Setembro 25, 2007
E o Sol brilhará para todos nós!
O que as guerras e censuras não nos deixam ver:
O pintor iraniano Iman Maleki ( nascido em Teerão ), génio do realismo, ganhou o prémio William Bouguereau e o 'Chairman´s Choise' no II Concurso Internacional de Art Renewal Center.
Muitos consideram-no o melhor pintor de arte realista do mundo. 'Os seus desenhos competem com as câmaras digitais de 10 Megapixeis', afirmam os especialistas.
Iman MalekiVer página e galeria do pintor aqui.
Etiquetas: Pintura
Segunda-feira, Setembro 24, 2007
Serão efeitos secundários da poesia
Mas foi para mostrar
Não havendo amor de volta
Nada impede a fonte de secar
Mas tanto pior
E quem sou eu
para te ensinar agora
A ver o lado claro de um dia mau
Eu sei a tua vida foi
Marcada pela dor de não saber aonde dói
Mas vê bem
Não houve à luz do dia
Quem não tenha provado o travo amargo da melancolia
E então rapaz então porquê a raiva
Se a culpa não é minha
Serão efeitos secundários da poesia
Mas para quê gastar o meu tempo
A ver se aperto a tua mão
Eu tenho andado a pensar em nós
Já que os teus pé não descolam do chão
Dizes que eu dou só por gostar
Pois vou dar-te a provar
O travo amargo da solidão
É só mais um dia mau
Ornatos Violeta
Etiquetas: Amor, Letras, Mulheres, Musica, Poesia
Quinta-feira, Setembro 20, 2007
Já te haverei esquecido...
Ora bem,
se a pouco e pouco deixas de amar-me,
deixarei de amar-te a pouco e pouco.
Se de repente
me esqueceres,
não me procures,
que já te haverei esquecido.
in Se tu me esqueces - Pablo Neruda
La magie noire - René Magritte
Etiquetas: Amizade, Amor, Mulheres, Pintura, Ódio
De que vale?
- De que vale o eterno criar, se a criação em nada acabar?
Fausto - Goethe
Etiquetas: Filosofia, Literatura
Quarta-feira, Setembro 19, 2007
Dois riscos chineses
Qi Baishi (1864-1957)
The Sixth Patriach Cutting the Bamboo - Liang Kai (séc. XII-XIII)Etiquetas: Pintura
Terça-feira, Setembro 18, 2007
Um dia...
Domingo, Setembro 16, 2007
A minha casa é concha...
A minha casa é concha. Como os bichos
Segreguei-a de mim com paciência:
Fechada de marés, a sonhos e a lixos,
O horto e os muros só areia e ausência.
Minha casa sou eu e os meus caprichos.
O orgulho carregado de inocência
Se às vezes dá uma varanda, vence-a
O sal que os santos esboroou nos nichos.
E telhados de vidro, e escadarias
Frágeis, cobertas de hera, oh bronze falso!
Lareira aberta pelo vento, as salas frias.
A minha casa... Mas é outra a história:
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,
Sentado numa pedra de memória.
A concha - Vitorino Nemésio
Etiquetas: Poesia
Sexta-feira, Setembro 14, 2007
A uma mulher...
Paula RegoSe você quer ser minha namorada
Ah, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber por quê
Porém, se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo em meu caminho
E talvez o meu caminho seja triste pra você
Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos
Os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois
Minha namorada - Vinícius de Moraes
Etiquetas: Amor, Mulheres, Pintura, Poesia
Quinta-feira, Setembro 13, 2007
Desiludidos do amor...
Os desiludidos do amor
estão desfechando tiros no peito.
Do meu quarto ouço a fuzilaria.
As amadas torcem-se de gozo.
Oh quanta matéria para os jornais.
Desiludidos mas fotografados,
escreveram cartas explicativas,
tomaram todas as providências
para o remorso das amadas.
Pum pum pum adeus, enjoada.
Eu vou, tu ficas, mas os veremos
seja no claro céu ou no turvo inferno.
Os médicos estão fazendo a autópsia
dos desiludidos que se mataram.
Que grandes corações eles possuíam.
Vísceras imensas, tripas sentimentais
e um estômago cheio de poesia...
Agora vamos para o cemitério
levar os corpos dos desiludidos
encaixotados completamente
(paixões de primeira e de segunda classe).
Os desiludidos seguem iludidos,
sem coração, sem tripas, sem amor.
Única fortuna, os seus dentes de ouro
não servirão de lastro financeiro
e cobertos de terra perderão o brilho
enquanto as amadas dançarão um samba
bravo, violento, sobre a tumba deles.
Necrológio dos desiludidos do amor - Carlos Drummond de Andrade
Terça-feira, Setembro 11, 2007
11 de Setembro, para que não se esqueça...

De nuevo quieren manchar
mi tierra con sangre obrera,
los que habland de libertad
y tienen las manos negras,
los que quieren dividir
a la madre du sus hijos
y quieren reconstruir
la cruz que arrastrara Cristo.
Quieren ocultar la infamia
que legaron desde siglos
pero el color de asesinos
no borrarán de su cara.
Ya fueron miles y miles
los que entregaron su sangre
y en caudales generosos
multiplicaron los panes.
Ahora quiero vivir,
junto a mi hijo y mi hermano,
la primavera que todos
vamos construyendo a diario.
No me asusta la amenaza,
patrones de la miseria.
La estrella de la esperanza
continuará siendo nuestra.
Vientos del pueblo me llaman,
vientos del pueblo me llevan.
Me esparcen el corazón
y me avientan la garganta.
Así cantará el poeta
mientras el alma me suene
por los caminos del pueblo
desde ahora y para siempre.
Vientos del pueblo - Victor Jara
Victor Jara era um cantor e professor que foi torturado e assassinado pelas forças do General Pinochet depois do golpe de estado, contra o governo socialista duas vezes eleito, em 11 de Setembro de 1973. À medida que esquadrões militares se moviam para consolidar o golpe, Jara foi levado com milhares de outros para o Estádio do Chile onde foi torturado e assassinado. O golpe, apoiado por Nixon, foi recentemente descrito por Colin Powell como: "não é uma parte da história Americana da qual nos orgulhemos."
Os EUA têm realmente muito pouco do que se orgulhar no que diz respeito à política externa para o continente sul-americano. Entre as décadas de 50 e 90 este, salvo raras excepções, é dominado por ditaduras militares (Videla na Argentina, Vargas no Brasil, Pinochet no Chile, Stroessner no Paraguai, etc). Estes regimes subiram ao poder com o apoio dos latifundiários, da burguesia nacional e do vizinho do norte (o caso mais mediático é sem dúvida o golpe de estado de Pinochet e o assassinato de Allende no Chile, depois de democraticamente eleito pela Unidade Popular, coligação com o apoio de socialistas, comunistas e democratas-cristãos). A partir dos anos 70, estes regimes militares, realizam a Operação Condor, acção conjunta, financiada monetariamente e com apoios logísticos e treino militar oferecido pelos EUA (fundamentalmente na Escola das Américas fundada no Panamá em 1946 pela CIA), com o intuito de coordenar a repressão a opositores de "esquerda" (principalmente comunistas e socialistas). Esta operação só cessaria na década seguinte com a queda de alguns desses regimes. A operação saldava-se assim em dezenas de milhares de mortos e desaparecidos e perto de meio milhão de presos políticos. Além dos assassinatos massivos e da perseguição política estes regimes tiveram como consequência o crescimento da pobreza, o aumento brutal das desigualdades sociais e a entrega dos recursos e matérias primas às oligarquias nacionais e multi-nacionais norte-americanas.
O 11 de Setembro é realmente uma data a não esquecer.. o exemplo de Jara e de outros milhares de Chilenos deve ficar bem presente nas nossas memórias!
Etiquetas: Letras, Luta, Musica, Pintura
Segunda-feira, Setembro 10, 2007
You would lose your way in the labyrinth...
- What of art? she asked.
– It is a malady.
- Love?
- An illusion.
- Religion?
- The fashionable substitute for belief.
- You are a sceptic.
- Never! Scepticism is the beginning of faith.
- What are you?
- To define is to limit.
- Give me a clue.
- Threads snap. You would lose your way in the labyrinth.
in O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde
Etiquetas: Filosofia, Literatura
Quarta-feira, Setembro 05, 2007
Discípulo de Klimt...
Segunda-feira, Setembro 03, 2007
Amostra...
Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.
Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.
Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.
Amostra sem valor - António Gedeão


