Odeio os indiferentes.
Acredito que viver
significa tomar partido.
Indiferença é apatia,
parasitismo, covardia.
Não é vida.
Por isso, abomino os indiferentes.
Desprezo os indiferentes,
também, porque me provocam
tédio as suas lamúrias
de eternos inocentes.
Vivo, sou militante.
Por isso, detesto
quem não toma partido.
Odeio os indiferentes.
Os indiferentes, Antonio Gramsci
quarta-feira, junho 27, 2007
Odeio os indiferentes!
terça-feira, junho 26, 2007
Egoísmo
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca.
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, junho 25, 2007
quinta-feira, junho 21, 2007
terça-feira, junho 19, 2007
Trabalho
Se não procurares senão a recompensa, o trabalho vai parecer-te penoso; mas, se apreciares o trabalho por si mesmo, nele próprio terás a tua recompensa. in Anna Karenina - Lev Tolstoi
Novelas eróticas #1
Era uma forte rapariga de seus quinze anos, com o desenvolvimento de mulher feita, embora vestindo saia curta; a tez levemente morena ou desse tom mate, que no Norte se contrapõe ao róseo nacarado das loiras e à luz meridional se capitularia, talvez, de alvura láctea; olhos imensos e pretos, da cor do cabelo que lhe caía, solto, sobre as costas, fartíssimo e ondeado como um velo de azeviche. in Deus ex machina - Manuel Teixeira Gomes
segunda-feira, junho 18, 2007
Fortunas
Andai, ganha-pães, andai; reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar a miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico? - Que lho digam no Parlamento inglês, onde, depois de tantas comissões de inquérito, já devia andar orçado o número de almas que é preciso vender ao diabo, número de corpos que se tem de entregar antes do tempo ao cemitério para fazer um tecelão rico e fidalgo como Sir Roberto Peel, um mineiro, um banqueiro, um granjeeiro, seja o que for: cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis. Almeida Garrett, in Viagens na minha Terra
Por detrás de todas as grandes fortunas, está sempre um crime. Honoré de Balzac
sexta-feira, junho 15, 2007
quarta-feira, junho 13, 2007
Mundo do poeta
O tema do poeta é sempre ele mesmo. Ele é um narcisista: expõe o mundo através dele mesmo. Ele quer ser o mundo, e pelas inquietações dele, desejos, esperanças, o mundo aparece. Através de sua essência, a essência do mundo consegue aparecer. Manoel de Barros
terça-feira, junho 12, 2007
domingo, junho 10, 2007
Oportunidades...

Hoje fui a uma venda da paróquia (sic) e comprei 4 livros por 6 euros.. os 3 de cima e ainda "O pregador - Erskine Caldwell" (da mesma colecção dos de cima... o nº 29).
O Germinal já tinha numa tradução brasileira...
sábado, junho 09, 2007
Art Deco
sexta-feira, junho 08, 2007
Poesia dos braços e das pernas...
Four dancers - Edgar DegasEntre nós, não se dá grande valor à arte da dança, diga-se de passagem. Todos os grandes povos e, antes de mais, os da antiguidade, da Índia ou da Arábia, a cultivaram a par da poesia. Para certas sociedades pagãs de outrora, a dança está tanto acima da música como o visível e as coisas criadas estão acima do invisível e do informe. Só aqueles a quem a música consegue comunicar impressões semelhantes às da pintura me poderão compreender. A dança é capaz de revelar tudo o que a música contém de misterioso e tem ainda o mérito de ser humana e tangível. A dança é a poesia dos braços e das pernas, é a matéria, graciosa e terrível, animada e embelezada pelo movimento.in A Fanfarlo - Charles Baudelaire
quinta-feira, junho 07, 2007
Homem desde mais infinito a menos infinito....
Inútil definir este animal aflito.Homem - António Gedeão
Nem palavras,
nem cinzéis,
nem acordes,
nem pincéis,
são gargantas deste grito.
Universo em expansão.
Pincelada de zarcão
Desde mais infinito a menos infinito.
quarta-feira, junho 06, 2007
Você vai ver um dia
Você que não pára pra pensarin Testamento - Vinícius de Moraes
Que o tempo é curto e não pára de passar
Você vai ver um dia, que remorso!
terça-feira, junho 05, 2007
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